Arquivo da Categoria ‘De 1900 a 1950’

EM OBRAS

O homem tendo ido em férias para a Itália, certo dia topou com um amigo em Roma, que conhecia a cidade como a palma de sua mão, e que o levou a visitar os locais mais interessantes.

– Aqui tem você – diz o cicerone em certa altura – as ruínas do circo romano.

O visitante detém-se, contempla os maravilhosos restos, e exclama pasmado:

– Sim senhor! Depois de pronto, vai ficar um grande edifício!

PRONÚNCIA CORRETA

Um acadêmico de português, muito pernóstico e pretensioso, chegou a um guichê da estrada de ferro em Lisboa, e pediu:

– Uma passagem de primeira para Regüengos.

Reguengos – emendou o bilheteiro.

– Senhor empregado, eu sou mestre e sei muito bem o que digo: Regüengos…

– Ah! se é Regüengos…, então cagüei!

SALVAÇÃO DA MEDICINA

– Não há doenças, há doentes! – prelecionou o brilhante professor, numa sessão da Academia.

– Ainda bem! – disse ao ouvido do vizinho um velho clínico da escola antiga – Se assim não fosse, quem nos pagaria os honorários?

COMO UM PACIENTE

Dois médicos conversam. Diz um:

– Estás doente? Que tens?

– Um catarro feroz, que não posso curar!…

– Deveras?

– Sim. Passo o dia inteiro a tossir como um cliente…

MAIS UMA VÍTIMA DA TERRÍVEL GRIPE!

O Jornal trazia a manchete: O comendador Felicíssimo Pinheiro, falece da “gripe espanhola”.

E a notícia: O conhecido comerciante da Praça, comendador Felicíssimo Pinheiro, havia adoecido no sábado, sem gravidade. A febre não subira de 38, tanto assim que, segunda-feira, ele pudera comparecer ao seu armazém. Às onze horas, porém, quando o conceituado comerciante saía para o almoço, não cuidou para atravessar a rua, e foi atingido por uma ambulância em alta velocidade que conduzia um doente da “gripe espanhola”, sendo mandado desta para a melhor.

TEMPORÁRIO

A mocinha, prestes a casar, corre a consultar uma cartomante. Esta deita as cartas, bserva-as concentradamente e depois diz:

– Vejo aqui que até os 35 anos será infeliz com seu marido.

– Oh!… E depois?

– Depois… Ficará acostumada.