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O QUARESMA
Personagem popular no final do século XIX, início do século XX, era o “Quaresma”, lembrado por Afrânio Peixoto. Quaresma é o mentiroso contumaz.
Quaresma contava que certa vez caçava em uma várzea, quando passou ao alcance de tiro uma nuvem de marrecas. Era só tá… tá… tá…tá…atirando nas marrecas, e as marrecas caindo. Alguém que ouvia, perguntou:
– E você não parava, para carregar a arma?
– Qual nada? Tinha lá tempo? Aera só tá… tá… tá… e as marrecas caindo…
TOCAIAS
Num estábulo onde há uma vaca para ser ordenhada, a camponesa pergunta à nova criada:
– Então, como te chamas?
– Florisbela.
– Não pode ser, por causa das confusões. A vaca também se chama assim!
SAÚDE
Uma senhora de idade dirige-se a um cavalheiro, na rua:
– Sempre forte, hein, seu Aniceto?
– Ah! minha senhora, eu pertenço a uma geração de fortes. O que está me aborrecendo é o reumatismo gotoso. O reumatismo e umas enxaquecas diárias. As enxaquecas, o fígado e o coração… o mais, esta fortaleza que a senhora está vendo…
LÓGICA ZOOLÓGICA
Em casa, o burguês comodamente refestelado na sua poltrona, barrete caseiro cobrindo-lhe a calva, a ler o jornal da manhã:
– Uê! Faz anos hoje o filho mais velho da comadre Eufrasina! Isto é palpite! Vejamos: quem diz anos, diz meses; quem diz meses diz semanas; quem diz semanas diz dias; quem diz dias diz segunda-feira, que é o dia da preguiça; Ora, a preguiça trepa nas árvores… Não há dúvida, é macaco para hoje. Não há dúvida.
PROVE!
O soldado aproxima-se do portão do quartel, mas é barrado pela sentinela:
– Não pode passar!
– Tenho ordem verbal do nosso comandante.
– Verbal? Pois então me mostre!
NÉCTAR DOS DEUSES
O dono do restaurante dirige-se ao cavalheiro que janta numa das mesas, sorvendo um cálice de vinho:
– Então, diga-me V. Exª se já provou alguma coisa como esse Borgonha?
E o freguês:
– Já, o outro dia, quando meti por equívoco a pena de escrever molhada na boca!