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SANTA BURRICE!

Infindáveis eram as anedotas tendo por protagonista o célebre “cônego Filipe”, figura histórica que viveu no Rio de Janeiro colonial, onde administrava o famoso Presépio do Livramento, e que era de uma obtusidade abissal.

Certa vez um pintor impingiu-lhe um quadro representando “O banho da Casta Suzana”, após tê-lo convencido de que ele, cônego Filipe, também figurava no quadro, embora não aparecesse: estava atrás de uma árvore, para espiar sem que o vissem!…

PRÁTICO

O cônego Filipe, depois de deitar-se arremessava o barrete sobre a vela para apagá-la, e levantando-se às escuras ia procurar o barrete.

QUAL FOI?

Eram dois irmãos gêmeos, e passavam sempre pela casa do cônego Filipe; mas um dia adoeceu e morreu um deles.

Tempos depois, encontrou-se o sobrevivente com o cônego.

– Qual dos dois morreu, você ou seu irmão? – perguntou-lhe este.

– Fui eu, senhor – respondeu o moço.

GEOGRAFIA

O cônego Filipe residia no Morro do Livramento, onde um amigo, indo visitá-lo, elogiou a posição da casa.

– É excelente! – admitiu o padre. De um lado avisto a cidade e de outro… o Mediterrâneo!

QUEM SE LEMBRARIA?

Certa vez, o cônego Filipe pernoitava em casa alheia, e como chovesse muito durante a noite e houvesse uma goteira exatamente sobre a sua cama, recebeu ele no rosto a água que pingava a noite inteira. No dia seguinte, perguntaram-lhe:

– Oh, Senhor Cônego. Por que não afastou V. Revma. Para longe da goteira a sua cama?

– Homem! Você tem toda razão… mas só lembra ao diabo!

CASCOS DO CÔNEGO

Queixando-se uma senhora de que há muito tempo não o via, disse-lhe o cônego Filipe:

– É porque a senhora não quer. Todos os dias passo pela sua rua, e quando ouvir o tic-tac do andar de um burrinho, pode dizer: – Lá vai o cônego Filipe.