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PENSAVA QUE SOUBESSEM
Calino lutou com dois malandrins que o assaltaram para roubá-lo. Defendeu-se quanto pode, mas acabou por ser dominado. Revistaram-no e encontraram-lhe numa algibeira vinte e cinco tostões!
Espantados, perguntaram-lhe:
– Para que diabo se defendeu tanto?
– É que julgava que vocês sabiam dos dez contos que trago no sapato.
PAI OU MÃE?
Calino corre pela rua afora e alguém lhe pergunta:
– Aonde vais assim com tanta pressa?
– Fui avisado de que a minha mulher teve o seu bom sucesso.
– E o que foi: rapaz ou rapariga?
– Não me o disseram, e enquanto não chegar à casa não sei se sou pai ou se sou mãe.
NÃO PODES ENXERGAR
Um proprietário, tendo que fazer jornada e acordando muito cedo, chamou o criado e ordenou-lhe que visse se já era dia.
O criado abre a janela e vendo tudo escuro respondeu:
– Ainda não, patrão.
– Pedaço de asno! – torna o patrão, enfadado – como podes ver o dia se ias às escuras? Olha, acende uma dessas velas e vai ver outra vez.
É A PROVA
Uma vez Calino, salientando as vantagens da hidroterapia, como o mais salutar dos regimes, porque aumenta a força e prolonga a existência, foi objetado por alguém que lhe disse:
– Mas os nossos antepassados não a usavam e, todavia…
– É exato, mas também morreram todos – replicou vitorioso Calino.
MUITO GRANDE
Calino entra na redação de um jornal para fazer anunciar a morte de um parente.
– Quanto é o preço? – pergunta ao administrador.
– 500 réis por centímetro.
– Oh! Com os diabos. É muito caro. Imagine o senhor que o morto tinha um metro e oitenta centímetros de altura.
MAS E SE…
Calino sacode umas calças da janela abaixo. As calças caem à rua e ele começa a gritar aflitíssimo.
– Meu Deus! Que horrível desgraça!
Acode a mulher e, indagando do sucedido.
– Oh! Homem! Não vale a pena essa gritaria por tão pouca coisa!
– Não vale a pena?! Ora imagina se eu tinha as calças vestidas!