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CASA DA MÃE JOANA

No Brasil do século XVII, a injustiça e a ganância andavam à solta. Faziam-se fortunas com tal rapidez que um bispo de Leiria escreveu em uma sentença: “Vá degredado para o Brasil e voltará rico e honrado”.

Outros faziam humor com a própria ganância, como o aguadeiro português que, escrevendo para o Reino, dizia  “A terra é boa, mas o povo é besta. A água é dele, mas nos lha vendemos”.

LUTO

Um bêbado embriagava-se numa taverna, quando um seu vizinho chegou e comunicou-lhe:

– Fulano, a tua mulher morreu!…

Ao ouvir isso, o bêbado ordenou:

– Taberneiro! Traga-me um vinho bem escuro, que eu estou de luto…

HOMEM DE AÇÃO!

Um cavaleiro aproximou-se de um rio e, para atravessá-lo, tomou uma balsa. Como ele permanecesse montado sobre o cavalo na embarcação, o balseiro perguntou-lhe por que não desmontava durante a travessia.

– É que eu disse a meus amigos que atravessaria o rio a cavalo!

SABICHONAS

D. Francisco Manuel de Mello, era contrário às mulheres sabichonas. Mulheres doutoras, autoras e compositoras dava-as ele ao diabo, com a explicação:

–  É triste coisa, que estejais com vossa mulher na cama, na mesa, ou na casa, e andem lá pelas lojas mil barbados perguntando por ela.

INGRATO

Um barbeiro desastrado enchia de curativos os clientes que ele cortava fazendo-lhes a barba. Quando alguém reclamava, ele respondia:

–  Tu te irritas comigo sem razão, pois num barbear que te custa uma moeda,  recebes quatro moedas em curativos!

MANEIRA DE DIZER

Um estudante boêmio, não achando outra maneira de pagar as suas contas, vendeu todos os seus livros. Depois escreveu para o seu pai, da seguinte forma:

– Felicite-me, meu pai; eu já estou vivendo da venda dos meus livros.