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FORÇA MAIOR
Por um motivo qualquer, dois senhores desavêm-se em plena rua. A coisa começa a esquentar, até que um deles diz:
– Eu só não lhe dou umas bofetadas, porque sou um cavalheiro!
Ao que o outro responde:
– Pois eu, só não lhe dou umas bofetadas, porque sou da Sociedade Protetora dos Animais!
PRAIA RECEITADA
As garotas que hoje se salgam e tostam em Ipanema, Leblon ou Copacabana, ou nas milhares de outras praias pelo Brasil afora, não podem imaginar que no século XIX, banhos de mar tinham finalidades médicas.
O médico receitava às senhoras estéreis ou às mocinhas anêmicas, um número de banhos de mar. “Se vinte, não cometer a loucura de tomar vinte e um!”. Nas farmácias falava-se do mar como de um ungüento ou de um purgante…
Para o tal tratamento, as mulheres usavam a roupa de banho feminina padrão: calças compridas, blusão e touca. De lã.
CLÁSSICA BRASILEIRA
À mesa de um bar, entre um chope e outro, um sujeito conta ao amigo:
– Quando não me sinto bem de saúde, vou imediatamente consultar um médico. Os médicos precisam viver. Depois, com a receita que ele me passa, vou logo à farmácia. Os farmacêuticos também precisam viver. Chegando em casa, derramo o remédio fora, na pia da cozinha…
– Essa é boa! E por quê?
– É que eu também preciso viver!
CORAGEM
Na platéia de um teatro de revista, um sujeito diz ao que lhe está ao lado:
– Invejo sinceramente aquele sujeito que acabou de cantar.
– Não sei por que. O coitado desafina e não tem voz.
– Mas não é a voz que lhe invejo, é a coragem!
O “LANTERNINHA”
A expressão lanterna ou “lanterninha”, significando o último colocado num campeonato esportivo, particularmente de futebol, teria se originado no antigo (e extinto) jornal de esportes “Gazeta Esportiva”, de São Paulo. Naqueles velhos tempos, as matérias abordando o Campeonato Paulista costumavam ser ilustradas pela caricatura de um trem, onde o líder do campeonato era a locomotiva (geralmente o Palmeiras), o 2º colocado o tênder, o 3º colocado o primeiro vagão, e assim por diante. O desenho mostrava, pendurado atrás do último vagão da composição, uma lanterna. E, por essa razão, o último colocado no campeonato era descrito sempre assim: “e o lanterninha do campeonato, é o time tal” (freqüentemente o Jabaquara…).
Há quem assevere , contudo, que o termo de gíria já existia antes disso, pois havia já no século XVIII, por razões de segurança, a obrigatoriedade de todos os veículos – de barcos fluviais a carruagens – carregarem uma lanterna vermelha acesa na sua traseira, para trafegar à noite. A lanterna “de popa” era, pois, a última coisa que vinha…
HOMEM DE PALAVRA
Houve no século XV um médico português de nome Garcia da Horta, que também era astrólogo, mas que nem por isso errava menos que os de hoje. Tendo predito que morreria em certa data e, como estivesse com saúde ótima, receoso que a profecia não se cumprisse, quando o dia se aproximou fez greve de fome e morreu mesmo… até um pouco adiantado!