Arquivo da Categoria ‘De 1900 a 1950’
RAPOSA MINEIRA
O malandríssimo político José Maria Alkkmin, certa vez encontrou o filho de um eleitor, na rua, e perguntou-lhe:
– Como vai o seu pai, meu filho?
– O meu pai já morreu há muito tempo, doutor Alkmin.
– Morreu para você, filho ingrato. Porque para mium continua vivo no meu coração!
HAJA BEXIGA!
Rodrigues Alves era senador, em 1915, quando Rui Barbosa ocupava uma sessão inteira do Senado com um daqueles seus discursos torrenciais. Terminada a discurseira do baiano, Rodrigues Alves comentou para o colega ao lado:
– O homem falou quase cinco horas! E sem mijar!
PAÍS DA PIADA PRONTA
Mendes Fradique em 1928: “Se na Inglaterra alguém se lembrar de contar que no Rio de Janeiro se construíra há pouco tempo uma avenida, a Avenida Central, a rua mais central e importante da cidade; e que nessa obra só um edifício ruiu, e que esse edifício foi o Clube de Engenharia – toda a gente sorrirá, achando graça à anedota. Ora, no Brasil essa coisa se passou, tão palpável como palpável é o Pão de Açúcar.
Se alguém contar na Dinamarca, que no Rio de Janeiro se construiu com espalhafato um edifício pomposo para a Biblioteca Nacional; e que a esse edifício, depois de pronto, só faltava uma coisa: sala de leitura – toda a gente gozará. Aqui o caso foi antes de fazer chorar.
Vá alguém afirmar em Berlim, que na América do Sul há um país chamado Brasil; e que esse país tem nove milhões de quilômetros quadrados de terra firme; e que a gente desse imenso país aterrou uma linda baía, para conquistar terreno ao mar – o sorriso é certo.
Aqui isso não é pilhéria; aqui isso é verdade.”
NAVIO COM TELEFONE DE LINHA
Pierre Daninos, humorista francês, ao desembarcar no Brasil no final dos anos 40 do século passado, foi informado por amigos brasileiros que o Minas Gerais, couraçado da Marinha Brasileira, tinha telefone fixo, cujo número constava do catálogo telefônico da cidade do Rio de Janeiro. Daninos não acreditou, mas assim mesmo discou o número que lhe deram, 236063. Para sua surpresa, ouviu uma voz com forte sotaque nordestino atender: “ Alô? Couraçado Minas Gerais, às suas ordens!”