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DIABO A QUATRO
Significa fazer grandes tropelias ou desacatos; confusão, bagunça. A expressão provém dos espetáculos teatrais de feiras, da época medieval, na França, e da expressão faire Le diable a quatre. Havia um número popular em que entravam em cena o Diabo Lúcifer e três de seus diabos auxiliares. Provocavam enorme algazarra e confusão, para alegria do público que ria a valer.
DOSE PARA LEÃO
DOSE PARA LEÃO: O termo tem o mesmo significado de dose para cavalo e dose para elefante. Nos anos 60 do século passado corria essa anedota que pode ter sido a origem da expressão: Por um desses acasos (comuns nas anedotas de salão), morreram ao mesmo tempo o leão e o tigre de um circo. O diretor do circo, desesperado por ter perdido duas de suas principais atrações, resolveu recorrer a um artifício: contratou dois mendigos para vestirem as peles dos animais mortos, e fingirem-se de feras. Feito o acordo, os vagabundos ocuparam suas respectivas jaulas, e o circo seguiu em caravana até a próxima cidade, onde deveria se apresentar. Mas eis que são barrados, na entrada, por um cordão sanitário. Grassa uma epidemia, e naquele município todo e qualquer animal, para entrar, teria que antes ser vacinado. Com que o dono do circo concordou. Mas, quando o veterinário aproximou-se do “tigre” com uma seringa do tamanho de uma garrafa, e a agulha como um prego, “o tigre” protestou: “Ei! Isso não é dose para tigre; isso é dose pra leão!”
DOSE PARA CAVALO
Gíria que significa quantidade excessiva, exagero, demasiado. Também conhecida como dose para elefante. Supõe-se que sendo o cavalo um animal muito forte e o elefante um animal muito grande, necessitem de doses elevadas de remédio para que este venha a fazer efeito. Para os que acham que dose para elefante ainda não é o suficiente, há a dose para mamute.
XUMBREGA OU XUMBREGAS
Termo de gíria significando imitação barata, artigo inferior, carregação, etc. O termo vem do apelido de Jerônimo de Mendonça Furtado, que foi capitão-geral e governador da capitania de Pernambuco e acabou deposto em 1666. Por usar bigodes enfunados, numa imitação barata dos do marechal-de-campo Armand Friedrich Von Schomberg, alemão que comandara as tropas portuguesas na libertação do domínio espanhol; passou a ser chamado jocosamente pela população, “o Xumbregas”.
BOTAR PANOS QUENTES
A expressão, no sentido de esfriar os ânimos, remediar, acalmar; é antiga e origina-se de Portugal. Nos tempos antigos, um dos remédios caseiros usados pelas comadres, quando alguém sentia uma dor de origem desconhecida, era botar panos quentes. Como não se pretendia a cura, mas o alívio sintomático, ficou a expressão. Os médicos de hoje, coitados, seguem na contramão dessas comadres e, nos inchaços, costumam prescrever a aplicação de gelo…
BIGODE
Alguns etimologistas dão a palavra bigode como derivada do termo visigoth, usado para designar o povo germânico visigodo, cujos guerreiros costumavam usar bem desenvolvida essa pilosidade sobre o lábio, e que estiveram pela Península Ibérica. Segundo essa corrente, os antigos portugueses, com a sua conhecida propensão para pronunciar o v como b ( vispo por bispo, biagem por viagem, etc.), com o tempo teriam adulterado a palavra. Já outros estudiosos atribuem o termo bigode aos normandos que, em sua passagem pela Europa continental, quando desejavam afirmar qualquer coisa com segurança, arrancavam um fio de bigode e faziam o juramento: By Gott (por Deus).