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DAR ZEBRA

A expressão de gíria brasileira, que significa um resultado totalmente imprevisto, provém do jogo do bicho. Com o tempo, a expressão passou para as modalidades esportivas, em especial o futebol, passando a ser considerado zebra um resultado totalmente impensado. Por exemplo: quando o franco favorito para vencer uma partida, acaba perdendo o jogo. De fato, se o resultado de uma das extrações dessa loteria ilegal inventada pelo Barão Drummond em 1892, for a zebra, será totalmente inesperado, …uma vez que a zebra não consta da relação dos 25 animais que emprestam seu nome para a popular bolsa de apostas!

LARÁPIO

Esse termo, no sentido de ladrão, deve sua origem ao seguinte fato: em Roma antiga havia um pretor chamado Lucius Antonius Ruffus Appius – se assinava habitualmente L. A. R. Appius. Acontece que esse pretor era um homem sabidamente desonesto. Como tantos homens públicos do Brasil de hoje (leia-se: políticos), costumava misturar o que era dos outros com o que era seu. Isso levou o povo romano a chamar todos os patifes e gatunos de larápius!

FIASCO

O termo vem do italiano, significando um fracasso, vexame, e outras situações nada agradáveis para quem faz o fiasco. Na Europa, nos séculos XVII e XVIII, era costume os espectadores levarem frascos vazios para os teatros, para, em caso do espetáculo nãos lhes agradar, soprarem nos gargalos, causando uma zoeira infernal, como forma de vaia. Ora, em italiano frasco é fiasco; daí…

TURCO (TURCO DA PRESTAÇÃO)

 No Brasil popularizou-se a designação de turco para os árabes em geral. Entretanto, os tais turcos começam por não serem turcos. Na verdade são sírios e libaneses, o que é coisa diferente. Tal equívoco se deve a fato de que no período em que esses imigrantes começaram a vir para o Brasil – fins do século XIX, até 1918 – a Síria e o Líbano estavam sob domínio da Turquia, e eles vinham com passaporte turco.

FETICHE

Esse termo, os portugueses conseguiram a façanha de exportá-lo, e depois importá-lo novamente adulterado! Os lusos, ao colonizarem parte da África, difundiram entre os nativos muito de nosso vocabulário. Os negros receberam a palavra feitiço, que pronunciavam fetiche, e usavam para designar qualquer coisa que os maravilhava – um remédio, uma cerimônia, um ídolo. Anos depois, os exploradores franceses acharam lá a palavra, e passaram-na para a sua língua. E nós – que sempre nos encantamos com os termos estrangeiros – a adotamos para significar totem, máscara, etc.

CARIOCA

Oca é o termo tupi-guarani para designar casa, habitação; cari significa branco.  Quando os colonizadores construíram as primeiras casas, formando o vilarejo que deu origem à atual “Cidade Maravilhosa”, os índios exclamaram Carioca! Isto é, as casas dos brancos!